Algures no mundo

Da série “só estou bem onde não estou”.

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Desta vez já não vinha a Portugal há 6 meses. Ou 5 e muitos. Normalmente costumo vir mais frequentemente.

E desta vez, quando saí do avião cheirou-me a Algarve (meio estranho, dado que estava no aeroporto em Lisboa). E lembrei-me que tinha saudades. Do Algarve. Das pessoas. De Lisboa. Da comida. Das coisas que por aqui se fazem. Saudades no geral.

E a verdade é que quanto mais fico aqui, mais saudades tenho. Estar em casa e ter sempre movimento. Ir jantar com os amigos. Fora ou em casa. Ir a concertos. Olhar à volta e conhecer meio mundo.

Então porque não voltar?

Pois! Porque acho que cheguei a um ponto em que não estaria satisfeita em nenhum lado, e ao mesmo tempo estaria sempre satisfeita.

Estar “lá fora”, no meu caso, significa ter melhor nível de vida. Significa conhecer novas pessoas. Significa ir mais à luta, não cair no “satisfeitinho”, no “razoávelzinho”. Significa ver novos sítios. Ter novas experiências.

E voltar, significa estar confortável.

E eu quero estar confortável, mas acho que é como ir saltar de avião. Tenho medo À SÉRIA, mas vou, porque o ter conseguido me faz sentir bem, me faz sentir viva, me faz sentir que não é um medozinho que me trava.

E assim, por enquanto, vou ficando lá fora, e vou gozando ao máximo cada vez que volto. Mesmo que as saudades apertem. E mesmo que haja dias em que eu quase que me irrito comigo mesma por querer sempre mais.

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