Algures no mundo

Moçambique. Oh Moçambique.

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E depois há o dia em que tudo acaba outra vez (nada a que não esteja habituada). Mais uma volta, mais uma viagem (e não é daquelas de 50 cêntimos na feira). E desta vez custa um bocado mais. Por ser o meu país preferido. Por ter lá os meus amigos. E por ter feito novos amigos, que levo no bolso. E no coração.

Estes últimos tempos foram maravilhosos. E relembraram-me o que adoro em África. Relembraram-me a alegria do dia-a-dia. Os sorrisos na rua. Os piropos de “estou a gostar de ti. Estou-te a apreciar”. Os buracos na estrada, que fazem com que as viagens de carro tenham mais aventura. E saltos. As praias desertas. A música em cada esquina. O abanar o rabo a dançar. O calor o tempo todo (ou quase todo). O combinar almoços e jantares e o falar de coisas boas, e não de crise. Ou desemprego. Ou tudo mais. África é um fechar de olhos e um respirar fundo. Moçambique, na verdade. Mais do que outra África qualquer.

Mas mais do que isso, trouxeram-me o que Moçambique já me tinha trazido há 4 anos: amigos para a vida. Trouxeram-me há 4 anos a Ana, a Maggie, a Mary, e o Francisco. E desta vez trouxeram-me a Margarida, a Maria e o Francisco.

E porque provavelmente tudo se perde, ou vai perdendo (que estas coisas das distâncias têm disso), queria deixar o meu obrigada. Obrigada por me terem aturado, levado a jantar, a conhecer parte do país. Obrigada por me mostrarem outros lados da vida. Por me terem apoiado e terem sempre um ombro quando foi preciso. E quando não foi. Por terem vindo dançar ontem, mesmo estando estoirados, só para eu não ficar sozinha no último dia. Por terem vindo cantar para o palco, mesmo que ninguém soubesse a letra da música. Obrigada por terem tornado os meus últimos 2 meses muito melhores. E por me terem ligado logo quando souberam que podia haver problemas com as eleições, preocupados. Tudo isto meant the world to me. Mary e Francis, vocês são os Maiores. Com M grande. E há sempre uma casa algures no mundo, minha, onde podem vir bater à porta. Prometo tentar fazer pelo menos metade do que fizeram por mim. E isso já é espectacular. (Mas vou tentar fazer o dobro).

Mota e Jo, vocês são família. Mesmo.

A todos os outros. Foi mesmo bom. Moçambique é bom pelas pessoas de lá. Mas também pelas pessoas que lá estão agora.

Fica uma fotografia de ontem. Obrigada. Once again. Vou ter saudades (e eu até estou treinada nestas andanças).

Já dizia o Bob:

I like to spend some time in Mozambique

The sunny sky is aqua blue

And all the couples dancing cheek to cheek

It’s very nice to stay a week or two

And fall in love just me and you.

There’s a lot of pretty girls in Mozambique

And plenty time for good romance

And everybody likes to stop and speak

To give the special one you seek a chance

Or maybe say hello with just a glance.

Lying next to her by the ocean

Reaching out and touching her hand

Whispering your secret emotion

Magic in a magical land.

And when it’s time for leaving Mozambique

To say goodbye to sand and sea

You turn around to take a final peek

And you see why it’s so unique to be

Among the lovely people living free

Upon the beach of sunny Mozambique.image1

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