Algures no mundo

Compra de luzes.

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Ora bem, como uma simples compra de umas luzes pode demorar muito. E fazer-me ter ataques de nervos (isso também não é difícil, é um facto!).

Uma pessoa, aka eu, compra umas luzes pela internet. Do género “luzinhas de Natal”. Nesse tal site alibaba, cujo dono é chinês e está para lá de milionário. As luzes custam certa de 150 euros. Até ter percebido que pagava outros tantos pelos portes. Mas tudo bem, quando percebi que pagaria 750 euros pelo mesmo produto, para alugar, cá em Portugal, pareceu-me uma boa compra.

Vamos lá, comprei. Paguei. A senhora chinesa querida – Wendy – deixou de responder. De repente.

Ataque número 1. Claro. Ligo para a China “ah, ela liga de volta”. Ah, guess what, não vi nada disso. Não liga, não responde a emails. Penso que foi feriado. E fim-de-semana. E penso logo a seguir que por lá se trabalha todos os dias. Bolas.

Finalmente um email. Ufa! Diz que vai mandar as luzes.

Envia as luzes. O número de “tracking” do DHL. Manda tudo. Ufa outra vez. Está tudo resolvido, pensei.

Ah, pensas mal!

A DHL liga. Agora tenho que mandar não sei quantos papéis. E pagar outros tantos euros, de IVA, e imposto não sei do quê. E para que a DHL termine o serviço. Que raiva!! Lá vou ver o site da alfândega. Calculadoras da alfândega. Acho que não me safo sem pagar. (Mas não pago nem mais um cêntimo à DHL). Vou lá eu.

Claro que a primeira vez que lá vou, não resolvo nada “tem que voltar amanhã”.

Volto “amanhã”. Mas tenho que ter o invoice e não o proforma invoice (devem estar a gozar comigo). E ter uma declaração de que as luzes estão de acordo com o que a UE decidiu, e não um certificado (devem estar a gozar comigo vezes dois).

E podia parar aqui. Mas não. Quando acho que já tinha ultrapassado tudo…wait. A senhora da alfândega (depois de me fazer subir e descer as escadas 50 vezes) diz-me que a quantidade que eu tinha comprado não é para consumo próprio, é para venda. Aí vou ao céu. E volto.

Faço o melhor sorriso que tenho. “Pois, entendo” (Sim, não vale a pena discutir nestas entidades). “Mas garanto que é para o meu casamento”.

“Humm, não sei”

Vou buscar um save the date. Mostro-lhe. “Ah, mas não tem o seu nome…”. “Mas é a minha cara”. Sorrio enquanto aponto para a fotografia do save the date. Ainda mais. “Por favor. Nunca comprei nada aqui. Não sei como é. Sabe, vai ficar tão giro. Não me faça não levar as luzes. Vão ficar à volta das árvores, por isso preciso de tantas. Quer ver qual é a ideia, mostro-lhe já fotografias”.

“Não, já sei como é. Fica bonito, sim”.

E depois de 45 minutos de sorrisos (e muita dor nos maxilares). Pimba. Levo as luzes.

E ainda consegui que o Mauro me ajudasse a carregá-las para o carro. Valeu isso. Que por este dinheiro, quase que lhe dizia era para mas irem montar também nas árvores.

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