Algures no mundo

Destino.

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Então hoje passou um senhor de turbante e perguntou-nos se nos podia ler o destino.

Olhei e achei que se tinha turbante, ok. Era uma possibilidade. “How much?”

Senta-se, claro.

Pede-me para escrever o meu nome num papel. Pergunta-me de onde sou.

“I thought you were suppose to know”

“Oh no, not that. You don’t know where I am from either”

“India?”

“Yes”

Diz-me que vou morrer aos 85, na cama. Sem ser num acidente. Diz-me que tenho um bom coração. Diz-me que irei ter dinheiro, mas que vai e vem”

(Digamos que até aqui não me parece que ele saiba ler muita coisa)

Quando achei que se preparava para continuar, diz: “well, now put the money in here, so I can continue”

Digo-lhe que não lhe dou dinheiro enquanto não me ler o destino, que aquilo que ele disse não dizia nada.

Não fica contente. Diz-me que hoje é terça e que à terça não se deve cortar o cabelo, nem as unhas (ups, tinha cortado as unhas de manhã).

Pede-me dinheiro. Outra vez.

(Não vai acontecer, ele não está bem a ver com quem está a falar. Pago por serviços bem feitos).

Levanta-se furioso. Afinal o meu coração não é bom, diz ele. E vou ser amaldiçoada.

E pronto. Fiquei sem saber o destino.

Maybe some other day.

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