Algures no mundo

Aventuras. Ou não.

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Liga-me o Luís. Tinha um voo para apanhar nas Filipinas e estava a ir com 5 horas de antecedência para o aeroporto. Sempre foi meio stressado com estas coisas dos aviões (até me conhecer e saber que quer queira quer não acaba sempre a ir a correr para o aeroporto, porque eu não tenho paciência para esperar lá, e acabo sempre atrasada. Mas adiante). E eu pensei que ele tinha virado louco, desta vez.

Mas desde que eu não tenha que ir, por mim até podia ir 10 horas antes. Portanto, ri-me e disse “tudo bem”.

E podia ser uma história que acabava aqui. Mas não tinha graça nenhuma.

Passadas 5 horas e meia liga-me outra vez. E diz-me que ir para o aeroporto nunca foi um filme tão grande. Diz-me que acabou de demorar uma 1 hora e 45 minutos no trânsito (“ah, grande coisa”, dir-me-á quem já viveu em São Paulo, Luanda, Lagos (Nigéria, e não a bela cidade do Algarve) ou até Bangkok), mas não acaba aqui. Depois, como o trânsito parou, literalmente, teve que arranjar um senhor qualquer numa bicicleta e side-car que lhe disse que o levava. E lá começou a levar. Por uma favela, onde o aconselharam a tirar o relógio (sim, que depois de já ter visto aquele relógio, ou um igual, a ser roubado numa mala no Brasil, não havia necessidade de roubarem outro. É chique ser roubado assim, mas dispensável. E talvez até meio idiota, se a coisa for bem analisada, mas não interessa nada). Tudo estava a correr bem, não fosse de repente também esse caminho estar entupido com pessoas e autocarros parados, e tudo mais. Bem, está na hora de caminhar (de relembrar que o Luís vinha do trabalho, portanto estava de fato, sapatos e uma mala atrás. Com tudo). Mas caminhar faz bem às articulações. E ao coração. E a mais mil coisas, de certeza. E pimba, mais 1 hora e 15 assim.

E finalmente chega-se ao aeroporto. Imagino o quanto ele não estaria a pingar (mas nem quero saber, too much information).

Tudo isto para depois ter que esperar mais 3 horas porque a tripulação teve o mesmo problema. Mas nunca saiu do carro. Ou seja, esperou.

Ah, que saudades de aventuras. É que as minhas reduzem-se a saber quanto açúcar está no meu sangue, neste momento. E tenho a dizer que isso é bem aborrecido. Estou bem ansiosa para retomar uma vida de loucos. E depois vou-me queixar que é demasiado de loucos. Mas acho que,  pensando bem, o António Variações devia ser meu primo, também só estou bem, aonde não estou.DSC_0849.JPG

(Claramente andas demasiado habituado a que alguém te leve, podemos confirmar isso neste fotografia. Estavas doente. E mesmo a chover fomos ver o que se passava por ali. Vamos a mais aventuras?)

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