Algures no mundo

Cenas de ter filhos.

1 Comment

Esta coisa de bebés é muito engraçada, e ao mesmo tempo não tem graça nenhuma, há que dizer.

Falam do parto. E do parto. E do parto. Não sei porquê, honestamente, desde que se tenha uma boa anestesia, o resto é peanuts. Eu até fotografei várias partes do acontecimento (mas nada de mais, não se preocupem). Já tudo o que vem a seguir, aí sim, há muito para dizer.

As hormonas estão ao rubro. É a loucura. Se acham que uma rapariga fica meia louca em certas alturas do mês, ponham-lhe uma criança nos braços. Que seja dela, entenda-se. Respirar fundo será um must. Isso ou atirar-se da janela. O sono, esse também está ao rubro: ver uma criança a adormecer na maminha, contigo a quereres dormir, mas a saberes que ela tem que comer, mas não sabes mais o que fazer para a acordar. Yep, não é propriamente o mais agradável.

E depois o cocó. Ah, temas interessantes. Eu sei que se não fosse feito, era bem pior, mas quer dizer, também não precisamos de ter um rabo que espirra. Sim, espirra. E sim, espirra em cima de ti. E do que está à volta. E depois vais limpar rápido, para que a criança não enfie os pés naquela mistela cor-de-laranja. Mas guess what, afinal havia mais. Mas desta vez xixi, para que fique mesmo tudo espectacularmente líquido, e escorra para onde deve e não deve. É maravilhoso. E lá se vai mais uma muda de roupa. Ou duas, sei lá.

E depois há o não podes fazer muito. Ou vá, podes, desde que não dure mais do que uma hora e meia. Porque passado esse tempo, tem-se uma criança que consegue perfurar tímpanos de berros de querer comer. Eles podem não vir com os olhos a funcionar muito bem, mas as cordas vocais, essas vêm onfire.

E há bastante mais, mas como eu não gosto de estar aqui a dissertar sobre bebés (já me chega quem SÓ faz isso), fiquemo-nos por aqui. Até porque, apesar de tudo isto, quando chega a hora de a criança olhar para nós e sorrir (o meu pai diz que ela não ri, que são esgares, mas isso é porque o avô não sabe. Ela ri. E ri para mim, ehehe), e encostar a cabeça no ombro…qualquer um derrete. Até eu e o meu coração de pedra (consta).

Parte mais positiva disto tudo foi quando hoje perguntei ao pediatra se podia ir a Moçambique com ela em Março e a resposta foi: sim, não há problema nenhum.

A-ha, eu sabia que isto não me ia parar. A única diferença é que agora nunca vou sozinha.

(E sim, estou a babar-me e acho que a miúda é a maior. Cheia de personalidade, como se pode ver nas fotografias, e cheia de garra. Ou pelo menos, eu espero que sim. Porque é como o Sá Pinto no Sporting…ele podia não ser o melhor, mas que dava o que tinha e não tinha, dava. E isso é muito mais importante do que tudo o resto).

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One thought on “Cenas de ter filhos.

  1. Que fantástica forma de deixar o velho e entrar no novo ano! Muitos Parabéns, muitas felicidades para a nova família!! Que todas as estrelas do universos iluminem sempre os vossos caminhos. Sejam aqui, sejam em Moçambique! Cá vos esperamos no Norte, carago! beijo grande

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