Algures no mundo

Reviver África na autoestrada.

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De repente, há uns dias atrás, voei em pensamento para África. Infelizmente não voei para uma casa-de-banho, digamos que dava muito mais jeito.

Ora, vamos lá explicar.

Fui fazer uns exames e bebi muita água. Até aqui, tudo normal. Fui à casa-de-banho antes da jornada até Santarém. Tudo normal também. Entro na autoestrada. Dá-me vontade de mandar aquela água toda que bebi dar uma curva. Não há problema, a viagem não chega a uma hora, eu aguento. Por via das dúvidas, acelero.

Entro na reserva e a bomba de gasolina a 30 km. A vontade do xixi aperta. Acelero a pensar se é melhor fazer xixi no banco do carro ou ficar sem gasolina (prefiro ficar sem gasolina). Acelero um bocado mais, e sinto-me a não aguentar mais. Começo a pensar que não sei onde vou deixar a miúda enquanto vou à casa-de-banho na bomba. Logo se arranja solução, penso.

7 minutos mais (e não imaginam o quanto 7 minutos podem demorar a passar). Não vou aguentar, penso. NÃO VOU MESMO. Lembro-me de, uma vez a vir de Bazaruto num barcozinho de pescar, que cortei uma garrafa de água com o meu canivete e fiz lá. Assim sem meias medidas. Pensei que tinha muitas garrafas de água no carro. Pensei que não tinha canivete desta vez. E que não ia acertar decentemente no gargalo. “Estou tramada!”

Não aguento. Paro o carro na berma da autoestrada. Sim sim, já sei que podia ter uma multa com isso, mas tendo em conta que já tinha tido uma multa nesse dia, a probabilidade de ter duas multas era muito reduzida. Portanto parei. Saí do carro, fiz. Tudo perfeito.

E podia ter sido só isto, mas não. Paro na bomba (ufa, a gasolina chegou). A miúda aos berros, penso que tenho que dar de mamar. Certo. Quando vou voltar a ligar o carro. Nope, não liga. Claro que não se pode pedir muito de um carro que custou 300 euros, mas ainda assim…eu já estava atrasada para o jantar. Depois de 15 minutos a tentar, pega. BOA! Ponho o carro ao lado da bomba (que para dar de mamar estacionei num sítio mais escondido, que é dispensável mostrar-me ao mundo naqueles preparos), ponho gasolina para ir e voltar duas vezes, just in case, entro no carro e…pimba, não liga again. A certa altura rio-me, claro. Como não rir?

Passados outros 15 minutos lá consigo por o carro a andar.

Perco-me só uma vez (o que já não é mau), e chego ao jantar, com mais de uma hora de atraso.

E se isto não é um treino para África, não sei o que será.

(Ficam umas fotografias de uma das piores viagens que fiz, neste caso em Moçambique, sendo que deu das melhores histórias – como se pode ver na última fotografia vou com uma janela da carrinha na mão. Não se pode ter tudo).DSC_0451DSC_0594DSC_0370DSC_0401DSC_0375DSC_0306

 

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