Algures no mundo

Canyons e cenas.

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“So, yes, I would like a clean bed, at least”, digo eu ao telefone, a falar com o recepcionista, quando acho que ele pergunta: “so, it’s a clean bed, ok?”Horas mais tarde, a tomar banho, percebo que ele me disse: “it’s a QUEEN bed, ok?”. O que me ri quando percebi, o senhor deve ter achado que eu era uma anormal. 

Tirando isso, passámos directamente das praias para os parques. E com isso veio o frio à noite (torna-se difícil saber o que vestir, admito). 

À ida para o Grand Canyon passámos pelo Joshua Tree Park. Fizémos uma trilha de 10 minutos (podemos pensar nisto como uma trilha ou como um: “fui ali à esquina e voltei”) e apareceu-nos um senhor muito estranho mas com um belo carro onde acabámos por posar para a fotografia (na verdade ele estava ali a tentar sacar miúdas, pareceu-nos, mas azar o dele, veio a família inteira. Imagino o ar dele de descontentamento). 

Fomos também ver uns dinossauros (estes americanos são meio loucos. Não sei o que os dinossauros estavam por lá a fazer, mas ainda deu para irmos ao Burger King), e andámos andámos andámos. As distancias aqui nunca mais acabam, essa é que é a verdade. E nós gostamos de arriscar, já que só marcamos hoteis/hosteis/moteis whatever (na verdade marcamos moteis, por norma) no dia em que lá pensamos dormir, e à tarde. Ora, no que deu da última vez? Deu friozinho na barriga porque estava tudo esgotado e nós a ver que tínhamos que fazer mais uma hora e tal para a cidade mais perto do Grand Canyon (isso ou pagar 200 euros pela noite, algo que me deixaria sem dormir. E para estar sem dormir, fico no carro, qual quê!). Mas tivemos sorte, as usual, e conseguimos uma coisa “baratinha” dentro do parque. Tudo bem que o ar condicionado/aquecedor do quarto parecia que ia levantar voo, além de não fazer o seu serviço decentemente, mas tirando isso, tudo tranquilo. Desligámos o aparelho, acordámos fanhosos, mas felizes. Adiante. 

O sítio é para lá de espectacular. Lá sim, fizemos uma trilha. Uns kms para baixo (e aí todos os santos ajudam) e claramente o triplo dos kms para cima. Uffff. O Luís “obrigou-me” (com jeitinho) a usar daqueles sticks que são feitos para gente com mais de 70 anos, na minha opinião, e lá fomos andando. Toda a gente olhava para nós como se fôssemos ets, e sorriam e diziam: brave brave. Não foi facílimo, mas também não foi nenhum drama. Vi gente bem mais gorda por quem eu sentia muito mais o “wow effect”. Vinham a pingar, a voz saía aos bocados, mas estavam ali impecáveis (só não entendo bem como não perdem metade do peso se fazem estas actividades). 

Depois, para compensar, ganhámos asas e fomos ver de cima (lá que ficámos a perceber o Canyon, ficámos). A miúda mandou uns belos berros porque não gostou dos phones (eu bem a entendo, que odeio noise cancelling. Aliás, parte da minha péssima nota no Gmat deve-se a isso, aposto. Not!), mas depois do Luís ter trocado com ela, lá foi a ouvir a música e a história do sítio. 

Anyways, a viagem continua a ser impec. Venham daí mais dias com aventuras. 

(A única parte menos positiva, mas que ainda deu para rir, foi o belo tralho que mandei das escadas, com a miúda ao colo, a máquina, um sacalhão e mais umas coisinhas. Acabei de joelhos, o que foi fenomenal para o que podia ter sido. Comentário do Luís: “mas deu-te para rezar a esta hora?” Haja humor:))

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