Algures no mundo

Yo. Semite. Bang, péssima piada.

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E continuamos nos parques (até porque o Luís comprou um guia dos parques nacionais cá do sítio, portanto temos que fazer render o peixe!). Desta vez, Yosemite. 

Chegaram a dizer-me para não irmos. Que esta altura era má, que as estradas estavam fechadas. Procurei na net e vi vários testemunhos de gente que só apanhou chuva. Mas guess what, tivemos a sorte da vida (como me diriam vários amigos, “nasceste com o rabinho virado para a lua”). Tivémos sorte porque acabámos por não pagar entrada (não perguntem porquê, que não sei. Mas gostei!). A estrada de entrada para o parque (de onde vínhamos demorávamos 4 horas e pouco e se essa estrada estivesse fechada demoraríamos mais do que 7. Além de que teríamos que perder um dia numa cidade no meio do nada, porque não dava para fazer tudo num dia) estava aberta. E é linda de morrer. Mesmo! O parque fica com umas cores fenomenais (nada como ter folhas de várias cores). As coisas estão todas mais baratas e há sempre lugares (pelo menos até agora!). Não havia muita gente no parque (pelo que percebi, no Verão é impossível quase não pisar os calcanhares do da frente). Havia água nas cascatas. 

Malta, o que é que se pode querer mais? 

Fizemos um trilhozinho (que já tive que ouvir o meu pai a dizer-me que trilha era brasileiro). E fizemos um trilhozão (pelo menos pareceu). Íamos só “até ali”. E o ali foi ficando cada vez mais “ali” e nunca “aqui”. Acabei a subir 600 degraus. De rocha. Nada uniformes. Comecei por dizer ao Luís: “tranquilo, na nossa casa da Alemanha subia todos os dias 44 degraus”. E de 44 em 44, acabámos nos 600 (só sei o número porque li no guia, claro que não os contei). Falar falar era só para dentro, a chamar-me nomes por não saber dizer que o melhor era ficarmos pelo meio. Mas verdade seja dita, ainda bem. Valeu mesmo a pena. Depois de um banho de salpicos da cascata, chegámos ao topo. Bang! Mist trail, you rock. 

Andámos de carro. Andámos a pé. Comemos frango com as mãos, enquanto a miúda tentava comer o corvo que por lá andava, acho. Fizémos pasta de atum (lembrando-me os meus tempos de festivais de Verão). Bebemos água gelada. Vimos neve. Vimos gelo. Vimos sol. Quisemos ver um urso, mas ficámo-nos pelo querer. Dormimos, na primeira noite no Murphy’s, um sítio claramente overrated porque as opções são escassas, ainda que fora do parque. E dormimos uma noite dentro do parque, com desconto, que estamos a fazer lua de mel (quem disse que a lua de mel tem que ser logo logo depois do casamento?). Esse sim, era óptimo. 

E foi isso. 

Entrámos contentes. Saímos eufóricos. 

Siga para o próximo sítio. 

(Com tanta coisa esqueci-me de referir o Mono lake. Como era ao lado demos lá um salto. Havia umas pseudo-estalagmites de qualquer coisa que não sei se era gelo ou sal ou (e agora podia dizer uma asneira como os Gato Fedorento, mas não) e ficava bem bonito com a neve ao fundo. Mas também não demorámos que a miúda estava a dormir e ainda tinhamos umas belas horas de viagem pela frente). 

And that’s all, folks. Pelo menos por “hoje”. 

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