Algures no mundo

O vinho. Os lagos. Os azares. All in one.

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“E lá continuei eu, atrás da minha amada”, isto seria claramente o Luís se estivesse a escrever este post, claro. Mas bem, e lá continuámos nós. Quando planeámos inicialmente contámos dias a mais para umas coisas, dias a menos para outras. Neste caso achámos que não ia dar para fazer seguido, mas fomos uns doidos e there we went. E, mais uma vez, tivémos grande sorte. 

(Vamos lá ver, nós falámos com imensa gente que fez esta viagem, mas a verdade é que toda a gente faz a viagem ou no Verão ou no princípio do Outono, ou até no fim da Primavera, mas nunca quase no Inverno, o que significa que a parte da neve ou estradas fechadas não costuma ser muito falada). 

E, no Yosemite, sabíamos que havia essa possibilidade. Mas não pensámos (estupidamente, talvez) que também pudesse acontecer noutros sítios. Bingo! Aparentemente as estradas que vão até ao Lake Tahoe estão sempre na eminência de que isso aconteça. E falam em correntes para a neve (que não tínhamos, claro) e coisas que tais. Imagino como seria se, por acaso, o tempo não estivesse bom. Mas estava. Bang! Sorte nada, champa!

O lago em si era bem engraçado, mas antes de ir ver isso precisámos de ir para uma lavandaria lavar roupa. De semana a semana lá tem que ser. Anyways, o lago era giro, mas demasiado grande, por isso acabámos a ir a uma vilazinha lá ao lado, completamente fechada por ser off season, mas que era muito pitoresca (adoro esta palavra em alemão: malerisch). De tal forma, que o Luís decidiu ir “fazer qualquer coisa” e dar um mergulho (e quase quinar de frio). Pelo menos a paisagem valeu a pena. O frio, não sei. 

Seguimos caminho. Com boas recomendações de onde jantar ao lado de Napa, começámos a ver hotéis/moteis para ficar. Era tudo caríssimo e achámos que chegando lá qualquer coisa se arranjava. Ahhhhh! A sorte não pode estar sempre do nosso lado e percebemos que chegámos à zona na mesma altura que um film festival também chegou. Ah que bom! Tudo estava um balúrdio. TUDO! E o que não estava balúrdio era porque estava esgotado. Aí sim, tremi! A certa altura, o Hilton era o único um bocadinho acima dos 100 usd. Caro, pensam vocês. Nada disso, estava em conta, olhando para o resto dos preços. Ligámos, demos um membership qualquer do Insead, já que seria a única forma de termos algum possível desconto (sendo que nunca lá tinhamos ficado e portanto oiço um: “ah, mas não tem aqui pontos”. “Yep, pois não. Mas é a nossa lua-de-mel, e eu encontrei mais barato e isto e aquilo, assim não vamos marcar” – viva a confiança, tendo em conta a situação. “Ok, deixe-me ver….conseguimos 30% de desconto mas tem que pagar já”. Ai filha, eu pago quando quiseres, assim como assim, são 8 da noite e não antevejo melhor sítio para dormir. Ou sítio algum, for that matter. 

Jantámos à grande e à francesa, para compensar o stress. Bouchon! Bom nas horas. Doses um bocado pequenas, mas que valeram cada cêntimo. Também não sei como conseguimos reserva umas horas antes para uma sexta à noite, mas conseguimos. Se passarem por aqui, try it! 

Já mortos, mas de barriga cheia, vamos para o hotel (que tinha, pela primeira vez nesta viagem, um pequeno-almoço meio razoável. Normalmente não há, e quando há, são fatias de pão com compota rasca e chá, ou leite com cereais. Nada de pequeno-almoço de hotel como normalmente conhecemos). Mas adiante. Andamos já de noite quase uma hora por uma estrada de curva contra-curva e contra-curva curva e…chegamos ao sítio e o gps estava mal. A mim não me incomodou muito, que estava a dormir, mas coitado do Luís. Mais uma hora para outro lado qualquer e chegamos. À meia-noite. (Sim, desta vez o meu anjo-da-guarda tinha ido sair, praí). 

Dormimos e quando acordamos de manhã e voltamos do pequeno-almoço, o Luís mostra-me uma beata de cigarro em cima de uma cadeira no quarto. Que nojo! (Digamos que, no geral, o quarto estava bem mal limpo. E atenção que eu nem sou picuinhas). Claro que ligo directa para o senhor da recepção e digo que é inadmissível e blabla e blabla. Acabou por nos dar pontos para uma noite à borla em qualquer Hilton do mundo. Bingo, o anjo-da-guarda tinha acordado. 

Já de melhor humor (odeio maus negócios. Fico a remoer cá de uma forma) chegámos a Napa, o Luís foi provar vinhos, eu fiquei no carro com uma bela paisagem, once again (a paisagem, não o ficar no carro). 

E pronto, foi isto. Uma parte da viagem um bocado diferente, até porque me senti muito deslocada. Tudo muito bem vestido e eu de botas Timberland, calças largas e por aí. O que me vale é que tenho um marido sempre gentleman, giríssimo e sempre pronto para qualquer situação, portanto lá sacou de uma camisola preta, uns sapatos e estava mais do que perfeito para a situação eu pus-me atrás e siga para bingo. Foi o melhor arranjada que consegui: arranjar um como este. Dá para qualquer ocasião!

Para contra-balançar, no dia seguinte almoçámos num diner (melhor do que almoçar num dinner, eheh), e apesar de termos esperado uma hora e tal, adorámos. Bem greasy, como se quer. E zero fancy. Só muito “cool”. The Fremont Diner. 

(O post hoje está péssimo, espero que as fotografias compensem).

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One thought on “O vinho. Os lagos. Os azares. All in one.

  1. Que aventura! Vamos continuar a segui-la com ansiedade.

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