Algures no mundo

As flores somos nós. Nada de cenas no cabelo.

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San Francisco teve do melhor e do pior da viagem até agora. Pior as in: tempo (e mesmo assim, olhando para as previsões, podia ter corrido bem pior).
De qualquer forma, esta é uma cidade meio louca. Ou totalmente. Antes de mais, é caríssima (mas, by now, do que é que eu estava à espera?). Já não falo de restaurantes, que são espinhas no coração cada vez que é preciso pagar. Falo sim, de dormir. Malta, esqueçam, acho que foi o sítio mais caro de todos (e, guess what, o que ficámos mais tempo) e ficámos num hostel (digamos que me senti bem mais em casa do que em moteis ou hotéis finos, mas adiante).
A cidade é louca também porque nunca vi tantos loucos na vida. True story. Sem-abrigo há ao magote. Mas depois temos os sem-abrigo loucos. Malta meia nua. Malta com um cabelo pseudo existente, de tanto bater na própria cabeça. Malta com carrinhos cheios de coisas e a falar com eles como se fossem crianças. Malta meia bêbeda. Bêbeda inteira. E alguns até bêbedos e 13 10 avos.
E tudo isto se passa com toda a gente a achar “normal”, e a falar com eles como se não fossem loucos. E a ajudar como se não houvesse problema. E eu achei bonito. Não a loucura, mas a integração da loucura.
Mas passemos à frente.
Andámos (também nós) meios loucos pelas ruas (e a verdade é que andar aqui não é como andar na maioria das cidades (tirando Lisboa, talvez). Andar aqui significa andar para cima e para baixo e para baixo e para cima. Várias vezes. Quem não se lembra destas ruas, dos filmes? Significa ver lojas giras. De hoje, do futuro e dos anos 70. Restaurantes bons. Gelados que dá vontade de provar os sabores todos. Ouvir sirenes constantemente. E, no nosso caso, também ver amigos (isto é do que mais gosto!).
Depois há a Golden Bridge. Vamos lá ser honestos: entre isto e a 25 de Abril há muito pouca coisa (não percebo o aparato de uma e o pouco aparato da outra. Chama-se marketing, talvez).
Mas como é um marketing bem feito, caímos também nós, claro. Decidimos que era giro fazer este passeio de bicicleta. E é, atenção, mas acho que deixei lá metade de mim (era bom era!). Primeiro, estava um vento descomunal. E se fôssemos na direcção dele, talvez não me queixasse, mas claro que tínhamos que estar ao contrário e cada pedalada dava a sensação de estar há 10 horas a fazer parte de um Ironman. Mas fomos pedalando (sendo que houve uma ou outra vez que desmontei, tais eram as subidas). Depois, porque comigo tem que haver sempre destas coisas, ía-me espetando. E como? (Perguntam). Ora, a miúda precisava de ânimo e eu decidi cantar uma música qualquer que envolvia palmas. Pois que na parte das palmas, a bicicleta descontrolou-se (ou eu, sei lá!), virou para o lado, bateu na do Luís, que por sua vez enfiou o pé no meio da roda, e ia-se espetando, também ele. Todos, portanto. Eu não conseguia parar de rir. Ele não conseguia parar de ter dores. E a miúda continuou na dela (deve achar que somos meio estranhos, parece-me).
Pedalámos quase 15kms. Eu, cheia de vontade de fazer xixi. E a miúda, provavelmente, também, já que ficou encharcada, coitada (mas depois já estava quente e não a íamos mudar!). O frio era imenso (já dizia o Mark Twain por outras palavras mais poéticas), as nossas roupas, escassas (o Luís achou por bem ser cavalheiro e estava de t-shirt para eu estar melhor), e o “raio” da “chegada” nunca mais chegava. Não foi fácil, but we made it!
Por fim (podia não ser por fim, mas não me vou alongar ainda mais), foi Alcatraz. Primeiro, foi muito bem escolhido o dia para lá ir, já que estava a chover torrencialmente. Depois, que espectáculo. O edifício é giro, mas a história é demais. A história e a maneira como a contam nos audio guides. Valeu cada cêntimo e cada pingo de chuva à espera do barco (e acreditem que foram muitos!).
Se havia mais para contar? Havia, mas o giro é “check it for yourselves”, portanto, está de lá ir!
(Ver o Mike, meu colega de 12*ano também foi 5 estrelas. Ver gente ao fim de 14 anos e sentir que foi ontem é má-rá-vi-lho-so, como diriam os brasucas).
Viva São Francisco. Não houve “flowers in your hair”, mas isso só significa que teremos que voltar para garantir que estamos dentro do ritmo. Ou isso ou deixa p’ra lá, afinal, isto é quase Lisboa. Ele há ponte. Ele há mar. Ele há sol. Ele há eléctricos. Ele há colinas…e claramente tudo a um décimo do preço. Oh cidade à beira mar (ou rio) plantada, que fiques sempre assim!dsc_9070dsc_9068-1dsc_9040dsc_9054dsc_9048dsc_9056dsc_9058dsc_9062dsc_9045dsc_9032dsc_9036dsc_9019dsc_9021dsc_9013dsc_8990dsc_8981dsc_8968dsc_9016dsc_8998dsc_9009

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