Algures no mundo

Flórida, oh que maravilha.

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Lembro-me de ter sempre deixado para último o melhor. Desde pequena. Às vezes era (é!) com a comida, desta vez foi com as viagens (apesar de ter sido sem querer, que tinha “zero” expectativas em relação à Flórida, ou a Miami, vá).

Não quero com isto dizer que o resto foi mau, nada disso (muito pelo contrário), mas a Flórida teve um je ne sais quoi qualquer (ou se for ver com atenção até sei o “quoi” que foi). É que isto de ver amigos (já o disse mil trezentas e quatro vezes) é bom. E ver amigos fora de Portugal é ainda melhor, porque nós temos tempo e eles também. Perfect, portanto! Se juntarmos isso a ter destinos paradisíacos, águas transparentes, passeios de barco, little Cuba quando morre o Fidel e lojas baratas, oh well, o que se podia querer mais? (Às tantas até sem os amigos isto era bom, ahah).

Mas vamos por partes.

Queríamos ir às Dry Tortugas (nada como ter um livro com os Parques Nacionais Americanos para nos informarmos sobre o que há por aí). Se não sabem o que é, pesquisem, que bem pareceu que vale a pena. E segue a pergunta: e era giro? Não sei. Nunca lá chegámos. Isto de não reservar em semana de Thanksgiving dá nisto. Não havia vagas. Mas até foi melhor assim. Acabámos num barco só para nós, com marinheiros de água doce (desculpem meninos!) que diziam que o bombordo e estibordo era qualquer coisa relacionada com o verde e vermelho que estava na água (sendo que cada um dizia o contrário do outro, o que dá sempre confiança). Por via das dúvidas, pusémos coletes às miúdas e aí fomos. Com ou sem estibordo (sendo que eu sou da teoria que o verde está sempre primeiro, entenda-se), chegámos impecáveis onde quisemos, o que é bom sinal.

Fomos jantar a sítios bonitos, baratos e bons. Querem melhor? Não há. A cidade de Key West (que não sei se é cidade ou vila) é gira que dói. Pequenina, cheia de casinhas com varandas coloniais, palmeiras (não fosse isto tropical), mojitos e só gente a falar espanhol (mas isso foi quase a viagem inteira, tanto no sul da Califórnia como em todo o lado na Flórida). Fica a 90 milhas de Cuba (que saudades!) e diz que tem muitas galinhas (não vi, mas dizem que sim). E sim porquê? Porque dizem que em tempos houve cheias, vieram muitos escorpiões e as galinhas, por causa das patas, eram as únicas que os comiam sem serem mordidas. Se é verdade ou não, não faço ideia, mas a história é gira.

Passámos por vários sítios à ida e volta de Key West. Vimos praias, centros de recuperação de animais (há que entreter as crianças. E os adultos, na verdade). Tivemos bom tempo, mais ou menos tempo e mau…bem, mau nunca chegou a ficar, mas que estava quase, estava. Tivemos lagosta, e batatas fritas. As miúdas, sopa fria (o que vale é que estão habituadas a ter de tudo e portanto não refilam). Tivemos sono e estivemos acordados (viva o jetlag). Foi bom e ainda melhor. Nunca achei que uma viagem destas com 4 adultos e 3 crianças fosse funcionar, but guess what, foi óptima.

Depois houve Miami. Houve a Gap e a Oshkosh (e quem me conhece sabe que não sou de compras, mas como não ser de compras na semana do Black Friday, onde tudo está a metade do preço e por aí adiante?). Houve o ter que comprar uma mala para trazer o que se comprou, ahah. Pronto, atingi todo um nível que não sabia haver. Muito brasuca.

Houve o Fidel ter morrido e nós termos corrido para Little Havana para ver o momento e ver que as Cuba Libre estavam com desconto (não é maravilhoso?). Houve os taxistas do Uber serem quase todos cubanos e portanto estarem no maior excitex porque finalmente iriam a casa para o ano, depois de terem deixado o país há anos e anos sem fim. Na verdade aquilo parecia o Marquês de Pombal na noite em que Portugal foi campeão europeu (o Luís gosta de dizer que parecia o Marquês quando o Benfica é campeão, mas eu recuso-me a dizer coisas dessas!).

Houve o Tomás, que veio do Texas (e neste caso, veio mesmo, não é só a expressão) para nos visitor (bem, e ver Miami). Fomos ver graffitis, praias (nada como ir a Miami Beach ver o que é afinal essa praia e esse ambiente onde é só festa), casas enormes, fazer picnics, churrascadas. Houve jogo de ténis e de golfe (que chique!). Andar de skate. Aulas de natação para a miúda com músicas inglesas e pronúncia espanhola. Houve tempo para tudo e para todos. Houve perú inteiro no Thanksgiving, mesmo à Americana, houve tarte de maçã, puré de batata doce e mais uma série de coisas óptimas. Houve tempo para conversas e para choros (das miúdas, entenda-se. Essa parte menos boa, claro). Tempo para descansar e tempo para andar a pé. Bolas, fomos (e somos!) mesmo os maiores.

E houve fotografias, como não podia deixar de ser. Ficam aqui. Algumas.dsc_9113dsc_9117dsc_9169dsc_9175dsc_9191-copydsc_9198dsc_9231dsc_9239dsc_9248dsc_9260dsc_9261dsc_9276dsc_9285dsc_9294dsc_9301dsc_9303dsc_9308dsc_9311dsc_9318dsc_9332dsc_9343dsc_9371dsc_9392dsc_9396dsc_9406dsc_9420-copydsc_9442dsc_9459dsc_9470dsc_9473dsc_9489dsc_9492dsc_9497dsc_9510dsc_9514-copydsc_9523-copydsc_9533dsc_9566dsc_9571dsc_9573dsc_9579dsc_9581dsc_9582dsc_9586dsc_9587dsc_9588

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