Algures no mundo

Passagem de ano, aquela coisa que acontece à meia-noite e já está.

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E pronto, acabou mais um ano.

Mas não um ano qualquer (algum é um ano qualquer?). Um ano a três. Ou a quatro e cinco, que isto de andar de casa em casa, e de cidade em cidade, ou país em país, não é novo, mas é puxado. Um puxado bom. Mas puxado.

E, por isso, quando Luís me disse que bom bom era fazermos um “reveillon”, muito abrasileirado, as usual, numa casa fria (essa parte nada tinha de Brasil), na praia, e com os amigos dele, cheios de crianças, eu pensei: “pronto, perdeu a cabeça” (bem, na verdade pensei: “pronto, fodeu” como também diriam no Brasil, mas eu não digo asneiras). Vá, a sério, como se fosse mesmo o que eu quisesse. Estava estoirada e só o pensamento de ter que estar a ouvir berros e acordar cedo de manhã me causava calafrios. Mas mais do que não querer isso, não queria ser desmancha-prazeres (ao vê-lo dizer aquilo com um ar de miúdo contente de quem tinha saudades de churrascadas e caipirinhas (que acho que não chegaram a existir) , o que é que havia de dizer? Sorri, acenei e disse: “claro,’bora”, à espera que as pessoas não viessem.

Mas vieram. E que bom. E desta vez é mesmo que bom! (A sério, eu sei que estão a ler isto, e adorei). Por norma adoro festas, mas, às vezes, a pessoa não está para aí virada, o que fazer?

A parte boa é que os filhos dos amigos são muito queridos e animaram tudo. A parte boa é que o esquentador acabou por ser consertado, senão a minha opinião tinha mesmo sido diferente. A parte boa é que os amigos sabem fazer churrascos e havia comida como se não houvesse amanhã. Aliás, havia mais comida do que amanhã, até. A parte boa é que os amigos do Luís são tão queridos que até já são um bocadinho meus amigos. A parte boa é que tomaram-me sempre conta da miúda, sem eu nunca ter pedido. E ajudaram em tudo. E são espetaculares. True story.

Foi uma parte boa “djimais”.

E assim o ano acabou em grande (com um tempo óptimo, com uma ida à praia, com boa carne e bom peixe – o peixe foi no restaurante, mas estava óptimo; com boa companhia e com uma lareira, além das máscaras e balões que animaram ainda mais). E teve um bocado de tudo. E um bocado de todos, como o próprio ano que passou.

Ficam as fotografias (a parte menos boa é que descobri que tinha a lente da máquina meio estragada. A parte boa é que fui arranjar e arranjaram-me isto à borla…ah, gente querida! – E este há não é no sentido de existir, embora também seja, é mesmo uma onomatopeia espectacular de espanto e satisfação! Bang, e como isto me calo e mostro só as fotografias).

Até para o ano. Ou este mesmo.dsc_9592dsc_9596dsc_9632dsc_9637dsc_9642dsc_9647dsc_9649dsc_9664dsc_9669dsc_9675dsc_9683dsc_9697dsc_9708dsc_9713dsc_9722dsc_9750dsc_9755dsc_9778dsc_9783dsc_9791dsc_9795dsc_9807dsc_9827dsc_9843dsc_9862dsc_9863

 

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