Algures no mundo

Maravilhas de ser pai. Ou mãe.

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Ora bem, estou naquela fase em que a criança se passeia pela casa sem nada vestido, só uns calções, porque decidiu que fazia birra se eu lhe vestisse uma camisa, ou qualquer outra coisa. Whatever, like I care, fica assim. Sim, que consegui por a outra a dormir, tarefa difícil quando as duas odeiam dormir e esta casa só tem um quarto, e, mesmo esse, não tem porta, e portanto ouve-se tudo e se não berra uma, berra a outra. Assim sendo, fica nua. Tudo bem.
E seria perfeito se acabasse aqui, mas not.
Hoje fiquei sem o telemóvel. Umas horas. Não, não foi à água, isso foi na semana passada, seguido de um mergulho no arroz. Hoje foi só porque a criança o levou. Para onde? Ah, isso queria eu saber. Espreitei em todo o lado, com ela a imitar e a dizer gestualmente: não está. Pois, pois não.
Passadas uma hora e meia lembrei-me do find my iphone (bendito!), já que som não costuma existir no meu telefone. Estava debaixo do frigorífico. Ah, tranquilo, pensam vocês. Não, claro que não. E porquê? Porque debaixo do frigorífico cabe o telemóvel e ficam apenas uns milímetros de sobra. Ou seja, como é que lá vou chegar? O frigorífico é encastrado, não dá para tirar. Isto é uma cozinha feita às 3 pancadas, portanto a probabilidade é eu conseguir enfiar o telemóvel debaixo dos móveis que estão ao lado e que não têm outra abertura. Vou buscar o aspirador. O ar não chega lá. Uma faca, chego ao telemóvel, mas só o afasto. Uma revista, mexo-o, mas não adianta. Agarro numa pastilha elástica, mastigo um bocado, colo-a à faca (entretanto tenho a minha filha que abriu o frigorífico e agarrou em dois ovos, fazendo deles castanholas, maravilha) e tento chegar. Colo a pastilha na parte debaixo do frigorífico, mas nada mais. Duas facas. Finalmente, em modo pinça, consigo. Viva a séria do MacGyver.

E podia acabar aqui, mas não. Deito-a. Vou para o hall tentar adormecer a outra. 20 minutos, não oiço barulho, deve ser tranquilo voltar à sala. WRONG! Ela estava em pé na cama, assim que me vê (não há porta, remember?), chama-me, ou faz ruídos, o que seja. Vou lá, com a outra, que também não está a dormir. Atira-me uma fralda (como é que tem uma fralda na cama?). Ah, tirou a própria fralda, fez xixi na cama, em vários sítios. Ontem também, mas com a fralda posta. Hoje inovou. Agarro em tudo, deixo a pequena em casa, trouxa para o último andar, onde está a máquina (claro que está a ser usada!). Volto com tudo para baixo. Cheio de xixi.

E pronto, voltei aqui. À sala.

(Sim, tudo isto como noites terríveis e dias em que não as consigo por a dormir a sesta). Ah, a maravilha do parenthood. Está bem, vão ao engano, vão.

E a outra? Ora, já acordou, claro. Viva!unnamed

Porque uma imagem vale mil palavras. O caos.

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One thought on “Maravilhas de ser pai. Ou mãe.

  1. Por momentos pensei que essa fotografia era minha. Tenho exatamente o mesmo ovo, da mesma cor e a mesma espiral da Imaginarium também em rosa… Ah e o caos também parece meu! As lutas contra o sono idem. Só estava a sobrar um bebé!
    Força

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