Algures no mundo


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Dias giros. Ou manhãs.

Hoje o dia começou às 6 e qualquer coisa. Já nem me quero lembrar o que era o “qualquer coisa”, até porque saber não me faz dormir mais. E mesmo que quisesse, duvido que conseguisse. Mas não é mau. Podia ser só mesmo às 6. Tranquilo.

Depois de as pôr às duas na minha cama, numa tentativa frustrada de sentir que não me levantei tão cedo, troco fraldas, dou biberões, ponho soros, e por aí além. 20 minutos depois. Troco fraldas outra vez, e começa a nossa conversa matinal: “que bom é fazer cocó, não é?”, enquanto tento que aquela porcaria toda não se espalhe mais pelas costas do que já está (não minhas, entenda-se, claro). E não se espalhe pelo troca fraldas. Porque no resto de todo o lado, já se vê.

Visto-as (bem, entretanto já limpei o chão com “ceiáis” aka cereais, já fiz 704 casinhas, já pintei peixes, agarrei 3 garrafas de vinho que a mais nova gosta de atirar para o chão e fiz mais uma série de actividades super fantásticas a qualquer hora do dia, especialmente às 8 da manhã). E finalmente quero calçá-las. Ah, está. Afinal o verão ainda não se foi embora, acha a minha miúda. Calço um sapato, mas o outro não vai dar, porque sandálias cor-de-rosa é que estão na moda, daquelas que fazem com que o peixe-aranha não nos morda. E portanto, não compro guerras dessas. Queres usar isso, usa. Vai ser da moda, sinto. Ou só uma rebelde. Mas, de momento, não me podia incomodar menos.

Volto para a casa, depois de ter as duas ao colo, pô-las no carro, levar à escola e ainda ter ajuda de gente que sente que devo estar em esforço, e me leva o ovinho até o carro. Gente querida, portanto.

Depois de mais uma fralda que parece que andou na guerra (e toda a porcaria voltou a ir ter às costas e sei lá mais onde), ponho-a no chão e tento, depois de 1 mês, activar o banco online. Pedem 23, ou 200, sei lá, códigos. Todos diferentes, com letras e números e números e letras. Escolho tudo, mas duvido que amanhã me lembre deles, quanto mais um potencial ladrão. Escolho a pensar imenso, porque finalmente a pequenina está sossegada. Ahhh, mas a fazer o quê? A comer cartas da caderneta do Pingo Doce. Daquelas que dizem que o peixe balão da Indonésia anão gosta de dar 3 voltas antes de fazer o pino e rir. Ou whatever. Só sei que comeu as cartas, porque só encontro metade duma. A outra estará no aparelho digestivo da miúda.

 

E é isso. Dias animados.Unknown-4

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Férias com F grande.

Não sabia bem como ia ser isto de estar uma semana sem as miúdas. O Luís está habituado (não acontecesse isso todas as semanas), mas eu só tinha ficado um dia sem elas (coisa que acontece todas as semanas, para a minha sanidade mental).

Mas o sono falou mais alto. E o cansaço. E o “preciso de férias”, mas férias mesmo férias, não é das férias a acordar cedíssimo, a mudar setecentas fraldas por dia e não dormir uma noite seguidas (portanto férias como quem não tem filhos).

Portanto, lá fomos. E se tinha alguma dúvida ao princípio, claramente que fiquei sem qualquer tipo de dúvida no fim. Que maravilha!

(Entenda-se que entre estes parágrafos se passaram 3 dias, dado que o ritmo voltou ao normal e claramente que tenho só 5 minutos de cada vez para respirar – e não é uma queixa, é só uma constatação de um facto).

Mas adiante. São Tomé é um sonho. E se tiverem dúvidas sobre ir ou não, please do. É um pequeno paraíso (que me lembra Timor), onde a comida é maravilhosa, as praias bonitas (embora às vezes meio sujas), a arquitectura colonial é linda e como é pequeno dá para andar de um lado para o outro sem problema a conhecer tudo. O que se quer mais?

E as pessoas? Ah, as pessoas. Essas são do mais genuíno e simpático possível.

Lembro-me do dia em que a servir-se do jantar, o Luís, que mete conversa com toda a gente, diz para o senhor que estava atrás do buffet (com avental e chapéu de cozinheiro, brancos – o chapéu e o avental eram brancos, não era de branco ahah). Anyways, ele diz: “Então amigo, tu é que és o chef?”. Ele sorri, envergonhado, e responde: “Não não, eu sou só o cozinheiro.

E depois havia o Tete, o nosso guia num dos dias, que queria levar o Luís às primas. Primas. Pois. “Vá lá, ele vem só um bocadinho para elas o ensinarem a dançar”. Sim, já está a ir. Às primas. Se calhar o Luís até queria, mas não deu. Fica para a próxima, que a primas esperam, tenho a certeza.

Depois havia o Oswaldo, o rei lá da comunidade dele, segundo o que ele dizia. Tinha a maior casa (de facto era grande, que ele mostrou-nos) e uma música constantemente aos berros. Além disso tinha 15 filhos. De várias mulheres, claro. Aliás, só ali conhecemos duas delas. Uma grávida, para fazer jus ao que ele estava a dizer e a outra sem estar grávida, mas pelo discurso dele, não devia demorar muito até que isso acontecesse. E achava que isto do Luís só ter uma mulher não dava com nada (ainda que tivesse uma grande admiração por ele, já que o Luís andava de catana atrás, na esperança de poder partir um côco com aquilo, sendo que eu parti um sem aquilo e estava quase a ter ali a criança, tal foi o esforço que fiz). Por outro lado, uma das mulheres dele (que devia ser mulher há menos tempo, que a grávida não lhe ligava nenhuma) achava muito bem que o Luís só tivesse uma mulher e quis adoptar essa prática (mas o Oswaldo riu-se e não se mostrou muito disponível). Oh well, acho que criámos um pequeno problema para a noite do Oswaldo. A única razão para não acreditar que tenha dormido no sofá é porque devia ter tantas opções que se não for com esta, será com outra, parece-me.

E ainda havia o menino que se chamava Fevereiro. E outro que se chamava Setembro. Sendo que, pelo que percebi, nenhum deles tinha nascido em nenhum desses meses. Quando perguntámos o porquê daqueles nomes, riram-se (as mães, que os miúdos ainda nem falavam). Ficámos sem perceber. Mas a Sra. Apolónia qualquer coisa (cujo segundo nome ainda era mais estranho do que o primeiro, mas não me consigo lembrar qual era), explicou que ela se chamava assim porque o mês da Santa Apolónia (para mim isso era só uma estação de comboios, viva a minha Santa Ignorância) era Fevereiro. Bem, tinha acabado de lhe cantar os parabéns porque fazia anos. E estávamos em Outubro. Ela disse: “pois, também não entendo”. E ficámos por ali.

Ou havia a menina loira, meio branca, de olhos azuis, no meio de uma roça. Nós perguntamos: “mas ela é filha de pais brancos?”, e uma das miúdas responde: “Não, não é branco, é assim mulato como este” a apontar para o Luís (caramba, uma pessoa esforça-se para se bronzear e é sempre considerada lixívia. O Luís, que põe sete toalhas à volta para não levar com o sol…mulato!)

E havia mais mil coisas. Mas as fotografias falam por si (embora falassem ainda melhor se tivessem sido minimamente editadas, que não foram que estou sem paciência). Se é para voltar? Espero que sim (mas depois há mil outros sítios para ir, fica difícil escolher – e enquanto os problemas forem estes, está tudo bem!).DSC_4130DSC_4113DSC_4074DSC_4052DSC_4039DSC_4035DSC_4025DSC_4009DSC_3987DSC_3965DSC_3955DSC_3951DSC_3945DSC_3935DSC_3928DSC_3918DSC_3916DSC_3914DSC_3905DSC_3866DSC_3826DSC_3816DSC_3810DSC_3781DSC_3769DSC_3767DSC_3766DSC_3761DSC_3739DSC_3732DSC_3709DSC_3699DSC_3689DSC_3674DSC_3666DSC_3642DSC_3638DSC_3599DSC_3589DSC_3584DSC_3582DSC_3578DSC_3560DSC_3559DSC_3549DSC_3541DSC_3537DSC_3525DSC_3512DSC_3505

 

 

 


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Leve leve. Mesmo que um bocado pesada.

Este cheiro a África, ou a vários outros países cheios de humidade, assim que se sai do avião é das melhores coisas. Claro que parece que a pessoa vai desmaiar durante uns segundos, tal é o estalo de “bafo quente” que a pessoa leva, mas eu adoro na mesma. E afinal, depois de ter dormido uma noite inteira, podiam me ter dado qualquer estalo, que me tinha sabido bem de qualquer forma.

Sim, o avião saiu com um atraso de 2 horas (segundo consta, graças ao Primeiro Ministro que tem casa na Quinta da Marinha e esta sempre a jantar ate tarde e depois, claro que chega atrasado), mas nessas duas horas, dormi no chão do aeroporto. Depois pudemos entrar. Entrei e, pela primeira vez em quase dois anos, dormi o voo todo. O Luis ainda me perguntou, mais tarde, se não tinha achado o avião um bocado velho: “sei la, dormi a viagem toda, pareceu-me do mais confortável possível”. E quando chegamos ao aeroporto, para ir para a Ilha, ainda viajamos mais 2 horas, também elas quase todas a dormir. Se isto não for mais nada, que seja uma cura de sono.

Ah, mas é difícil não me lembrar que estou em África (e ainda bem!) quando na parte de ver se tinha estado os últimos três meses em África, por causa da vacina da febre amarela, o senhor que olha para o meu passaporte, o abre numa pagina, depois noutra, e depois desiste, tal e a quantidade de vistos (e ia dar imenso trabalho ver se algum deles era dos últimos três meses, já que e obvio que vários são de África). Ou seja, amarela, só mesmo eu, a febre, ele achou que nem pensar. Mas vamos trabalhar nesse ponto, espero.

Depois veio a parte de agarrar as malas. AGARRAR. E ouvir de vários lados: ”larga essa mala que e minha” e depois ouvir do outro: ”vou só mostrar a minha mãe, para ela ver se é dela”. Hummm, assim sendo, achamos melhor não perder qualquer mala de vista, sob pena de a mãe de outros achar que a minha mala era dela e depois lá se ia o meu bikini em corpos esbeltos de 60 anos.

O descer do avião e ir a pé pela pista ate a saída. A musica e cores em qualquer lado para onde se olha. Os sorrisos. Os olhos que, também eles, sorriem. As estradas menos boas, que fazem delas maravilhosas (acho eu, que a senhora que vinha connosco no autocarro dizia que eram péssimas, porque as outras que ela tinha andado era menos a subir e a descer…ahhh, então esta, deve ter andado sempre em estradas sem inclinações). O terem me dado ervas para esfregar na boca, tal é o meu estado aftoso, que nem consigo comer bem (ninguém diria, tal e o meu tamanho). O calor. A chuva. O sol. As palmeiras. Ah, África! Como tinha saudades. Welcome to me again. Eu sinto-me, claramente, welcomed by you.

(Hoje há poucas fotografias. Dormir foi prioridade numero um. Isso e ler um livro sobre o Pablo Escobar. Mas tudo muda. Ou como diria “o outro”: “nada se perde, tudo se transforma”).DSC_3492DSC_3490DSC_3487DSC_3484DSC_3482DSC_3480DSC_3479


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A Irlanda.

Podia falar-vos de como esta noite uma delas decidiu que berrar durante duas horas é que era. Ou de como, no outro dia, ficaram caladas muito tempo (ah, que bom, pensa-se. Só que não). É que quando ficam caladas significa que estão a fazer coisas que não devem. Neste caso, abriram uma fralda de cocó e começaram a espalhar por todo o lado (inclusive pela boca, yey). Ou de como, no meio de uma crise de cólicas (ah, dizem que para depois de 3 meses, ou assim. Pois, imensas teorias), consegui por um bebegel para ver se ela fazia cocó e a gritaria (e dores) paravam. Mais ou menos pararam, mas ela é que não parava de se mexer, e o cocó a sair em jactos para todo o lado, e a outra agarrada à minha perna, e eu de toalhitas na mão a tentar apanhar tudo. Ou de como uma das minhas filhas se acha o Picasso e decidiu fazer da parede a sua tela. Ah, maravilha.

Mas enfim, podia falar de tudo isto, mas quando se faz uma viagem como a nossa há uns dias, isso é muito mais giro do que a conversa de merda (literalmente) que se iria desenvolver.

Adiante.

Irlanda. Ah, esse país cheio de sol. NOT! Mas com paisagens bonitas. E gente do mais simpático possível. A comida, enfim, entre puré de batatas e “gravy” e batatas fritas e hambúrgueres…a verdade é que tive muita dificuldade em encontrar coisas consideradas (por mim) decentes para as miúdas. A sopa é picante e lembra chili, na maioria das vezes. Tudo o resto, bem, comeram o que havia. Mas tirando isso, foi bem divertido.

A calçada do gigante é espectacular, embora se me tivessem dito que era o sítio mais ventoso da Irlanda, a probabilidade de nunca a ter visto era bem grande. Mas entre vento e chuva e empurrar carrinhos, a coisa fez-se. Depois havia a ponte. Ponte essa presa com cordas e que decidimos passar, entre dois penhascos, com um vento (esse malandro) do “camandro” e que baloiçava por todo o lado. Mas não só fui, como a mais velha veio comigo. Bem senti que ela ia voar, e ela também deve ter sentido, que estava a meio da ponte aos berros, a tentar largar a mão e a agarrar-se com as pernas dela às minhas (de tal forma, que me esqueci do vento e só dizia para quem a estava a agarrar à frente: “não a largues, puxa-a para cima e vai assim”). E pronto, passámos as duas (e todos os outros), e eu senti que ali perdi uns belos anos de vida.

Depois fomos ao Jardim Zoológico. Ora, já que ainda não fizeram Safaris, vão ver girafas noutros sítios (embora, tendo em conta o histórico, não deve faltar assim tanto para os Safaris, or so I hope). E fomos ao Museu das Crianças (sim, viajar com crianças ganha toda uma nova dimensão).

Fomos ao museu do Titanic, e ver um muro em Belfast que só me lembrava o muro de Berlin (e que tem uma conotação histórica também grande) – Falls Road.

Mas acima de tudo fomos a Winterfell (bem que senti que o “Winter is coming”, tal era o frio). Entrámos 10 minutos antes de fecharem os portões. Já não havia ninguém e claramente não devíamos ter entrado (mas raramente faço o que devia, o que deve por o Luís doente, mas enfim, é o que se arranja).

Claro que ia perdendo o voo (pelo menos a senhora disse ao Luís: “se ela não chega daqui a 2 minutos, fechamos a porta”. E, efectivamente, já dizia nos monitores: “gate closed”). Mas eu cheguei, a correr e com um saco de Burguer King na mão. Gente com fome dá nisto. Mas entrei. E todos entraram (que bem que também iam ficando em terra, por outras razões, tal como avançar para Norte da Irlanda em vez de ir para Sul, o que fez com que se perdessem durante um belo tempo).

 

Foi óptimo. Descanso zero. Mas não se pode ter tudo.

Para a semana já descansamos. Here we go again.

 

(Queixo-me muito, mas adoro a minha vida! – note do self, para ver se hoje à noite, quando estiver mais 2 horas a fazer shhhh, me lembro disto e não estou só a amaldiçoar tudo e todos).

Ficam as fotografias de gente gira. 23 pessoas deste calibre não é fácil juntar.DSC_3456DSC_3454DSC_3432DSC_3428DSC_3426DSC_3421DSC_3414DSC_3409DSC_3388DSC_3384DSC_3332DSC_3313DSC_3302DSC_3292DSC_3277DSC_3275DSC_3263DSC_3257DSC_3253DSC_3248DSC_3241DSC_3232DSC_3197DSC_3195DSC_3187DSC_3182DSC_3181DSC_3177DSC_3168DSC_3149DSC_3148DSC_3137DSC_3132DSC_3127DSC_3125DSC_3124DSC_3121DSC_3106DSC_3089DSC_3087DSC_3066DSC_3060DSC_3046DSC_3034DSC_3023DSC_3020DSC_3017DSC_3006DSC_2998DSC_2997DSC_2993DSC_2974DSC_2968DSC_2966

 

 

 


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PP 9 – velhos, mas bons.

Ontem estava a vir no carro, da Serra da Estrela, quase a ficar sem gasolina (e com a Luís a dizer-me: “ a essa velocidade vamos ficar no meio da estrada, porque não vamos conseguir chegar”, o que me levou a sair da auto-estrada para ver se o ponteiro não ia abaixo do zero da reserva) e vinha a pensar: “bolas, somos todos tão diferentes e ao mesmo tempo, isto corre sempre tão bem”.

E correu. Sim, houve quem tivesse que, ao voltar, levar uma “pica” de penicilina no rabo, ou quem tivesse que ir comprar anti-histamínicos a correr, porque se esqueceu de olhar para o menu no restaurante e pediu um prato cheio daquilo a que era alérgico. Houve também quem escorregasse completamente vestido, para dentro de água, quando ia “só lavar uma colher ao rio”, ou quem tivesse bebido bastante e se tivesse esquecido que comer também era importante. ou ainda quem tivesse picado o rabo com urtigas. Houve um helicóptero a encher o seu saco de água no sítio onde tínhamos acabado de mergulhar, porque começou um incêndio ali ao lado. Mas no geral, foi só espectacular.

Sim sim, houve choros de bebés, mas nem muito. Houve crianças a dançar o “vou dar uma folga à empregada”, que durante muito tempo me pareceu outra palavra, claro, e eu só estava em modo choque. Houve uma estrada que era “caminho de cabras” mas que serviu para o que era preciso, ainda que com várias batidas por baixo, trutas com ar duvidoso, mas bom, e ainda copos de vinho em cima da mesa que tiveram que ser bebidos rápidos, porque “copos cheios é que não”. Houve bifanas no pão, caldo verde quente (sim, que à noite fazia um belo frio), karaoke, passeios por praias fluviais, requeijão de Seia, fotografias a correr, pouca rede de telemóvel e muitas gargalhadas. Porque este grupo, hoje em dia, junta-se menos do que gostaria, vamos no fim, é sempre uma maravilha (pelo menos para mim!).

Veio gente de Moçambique, da Alemanha, e de mais uns pontos de Lisboa. Ficaram a faltar uns elementos, mas, ainda assim, conseguiu-se muito mais do que se esperava. Ah! Só de pensar, vem-me um sorriso à cara (a mim, que ontem à noite estava com uma dor de cabeça gigante, porque viagens de 3 horas são muito giras, mas era melhor que durassem mais do que um fim-de-semana, e devia estar neste momento a trabalhar, mas não consigo, porque só quero é ver as fotografias).

Descobrimos (não fosse não haver mentes brilhantes no grupo, que se lembram de todos os pormenores e mais alguns de tudo) que esta foi a nona edição daquilo a que chamamos “Portugal Profundo” ou PP para os amigos. Nona! Bang, não sei se chore por estar tão velha, ou se rie porque é fenomenal que um grupo com gente muito católica, gente muito não católica, gente de sair muito à noite e gente de se deitar às 10 da noite, gente de livros intelectuais e gente de música pimba (e por aí além) se junte e faça sempre dum momento, o melhor do mês (ou mais ou menos!). E sim, às vezes vêm namorados, maridos, amigos, gente que conhecemos muito ou nem por isso, mas o “core”…o “core” está lá sempre. E (ainda mais) sim, antes era no modo acampar, e acampar selvagem, e agora vamos para casas com piscinas, mas tinha que haver vantagens em se ser “velho” (uns mais do que outros, eheh).

Para o ano, consta que será na Madeira (a probabilidade é baixa, mas a esperança é sempre a última a morrer). Vamos a isso, que amigos assim, só nos livros. Ou nas nossas vidas.DSC_2543DSC_2554DSC_2572DSC_2579DSC_2592DSC_2596DSC_2598DSC_2604DSC_2607DSC_2611DSC_2621DSC_2633DSC_2634DSC_2661DSC_2670DSC_2674DSC_2678DSC_2684DSC_2687DSC_2689DSC_2690DSC_2701DSC_2707DSC_2715DSC_2717DSC_2727DSC_2735DSC_2765DSC_2779DSC_2780DSC_2785DSC_2803DSC_2805DSC_2817DSC_2823DSC_2828DSC_2841DSC_2842DSC_2865DSC_2891DSC_2895DSC_2897DSC_2919DSC_2931DSC_2936DSC_2942DSC_2944DSC_2952DSC_2570DSC_2586DSC_2602DSC_2630DSC_2837DSC_2956DSC_2954DSC_2935DSC_2857


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O baptizado. Ou outra coisa qualquer.

Entonces que ela foi baptizada e quem se sentiu abençoada fui eu. E podia escrever um post fofinho e tal, mas não, é só mesmo porque hoje as consegui ter a dormir às 20:45. 

Nem queria acreditar. Saio do quarto delas e penso: “é desta, vou já dormir e aproveitar”. (Depois pensei que isso era demasiado deprimente, e que devia haver alguma coisa que eu quisesse imenso fazer na hora que me sobrava até ir dormir). Ah, isto claro, além de jantar, que normalmente alterno entre a papa cerelac e os corn flakes com açúcar. – Razão pela qual qualquer dia não caibo nas portas, mas isso é outro assunto. – Claro que pensei tanto tempo que acabei a não fazer nada e a olhar (só e apenas!) para a televisão (não a ver televisão, só mesmo a olhar para ela, porque ainda não a conseguimos ligar, ou seja, os cabos que fomos comprar ao AKI para roubar tv ao vizinho continuam em cima da estante. Um dia destes fazemos isso).

Mas isto tudo para dizer que a miúda foi baptizada. A pequenina, porque a outra é enorme. 

E que a festa foi demais. Entre porco, e picanha e maminha e outros bocados de carne. Entre sobremesas mil e maioneses com atum. Entre sol e um bocado de vento…deu em eu estar constipada hoje (mas pronto, não pode ser tudo perfeito. AHAHA, exacto!). Mas mais do que isso, deu em eu estar mesmo mesmo contente por ter amigos e família como os que lá estavam. 

(BOLAS, UMA DELAS ESTÁ MEIO A CHORAR. ESQUEÇAM A BENÇÃO!)

Adiante, e to make a long story short: consta que vamos embora daqui a pouco tempo. E a parte menos boa disso, é estarmos longe desta malta toda. Oh well, we will come back! Voltamos sempre.

Obrigada a todos.

(As fotografias foram roubadas, que não tenho fotografias nenhumas do dia. Pelo menos por enquanto).


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Métodos contraceptivos que funcionam.

A meio de uma conversa com uns amigos, alguém solta um: “o teu blog é um autêntico contraceptivo”. Ah, isso é porque essa pessoa não viu os meus dias. Isso sim, faria a Afrodite, a Vénus ou qualquer outra pessoa muito fértil virar homem, para garantir que não engravidava (não que ande a resultar comigo, mas enfim, isso é outra história).

Adiante.

Pois que a minha empregada querida (que, como qualquer boa empregada, é essencial nos dias de uma pessoa) me disse que hoje não podia vir. Bolas! Só por si isto já me poria a respirar fundo. Mas depois há a parte de eu ter que trabalhar de casa. E de a mais velha não ter escola porque é Agosto, e em Agosto os pais que se amanhem. E de, enfim, mais mil coisas. Mas tudo bem, organizei-me para fazer tudo na terça e ficar sem trabalho para quarta. Check.

Chega a quarta. Férias! (Afinal quando não se trabalha ou se está em férias ou se está doente). E podia ser um dia cheio de potencial, não tivesse ele começado às 6 da manhã, as usual, e com paragens de 3 em 3 horas durante a noite (na melhor das hipóteses). Mas bem, ainda assim, pondo um creme que o Luís me trouxe, muito contente, enquanto dizia: “a senhora da loja garantiu-me que isto tira as olheiras”…(hummmm, not!), podia ser que o dia fosse espectacular.

Vamos à rotina das 150 fraldas. A cada. De soros no nariz. De trocar lençóis, porque claro que alguém fez xixi na cama, mesmo com fralda. De dizer: “não há nenhum cão lá fora, escusas de chorar cada vez que a mana chora porque tem sono”. De tratar dos almoços. De ler 7 vezes a mesma história do “coração de mãe ser mais do que um músculo”, sendo que o meu deve estar claramente em modo avc. Pensar em sei lá mais o quê e deixar tudo tratado. E vem a hora de descansar, porque as ponho na cama para a sesta.

Claro que não dormem. Claro que se riem uma com a outra. Até uma pisar a cara da outra, a outra começar aos berros, e a “uma” começar aos berros também a dizer: o cãoooooo. Qual cão? Não sei.

Depois de uma hora e pouco nestas tentativas, levo as duas para a sala. Tenho fome, são quase duas da tarde e ainda não almocei. Azar para a sesta.

Almoço a lavar uma cadeira que está com um ar nojento, e que de tão nojenta que está, a própria roupa delas fica suja por se sentarem ali. Ah, maravilha. Esfrego, esfrego. Com fairy, com vanish. Com tudo. Vai saindo castanho (que entenda-se, parte já vem de casa de uma amiga que me deu a cadeira), e castanho e, na verdade, nunca deixou de sair castanho, mas eu perdi a paciência, depois de esfregar mais de meia hora.

Elas, cheias de sono, fazem mais birras, claro. Vamos para o parque.

Ora, ponho-as no carro, depois de entalar a mais velha na porta do elevador e ouvir ainda mais berros (desta vez cheia de razão, coitada), e, em 2 minutos, adormecem.

E isto é um dia de “férias”. Ou de doença, as you wish.

Mas depois elas são queridas e eu derreto. Zero racional, entenda-se. E se não estão, eu tenho saudades. What?!

Admiro quem é mãe a tempo inteiro e não trabalha. Se eu assim, às vezes, penso em mandá-las pela janela (com amor e muito carinho), imagino ter isto 24/7.

(Parte muito positiva é que já decidi que vamos de férias em Outubro! E aí o algures no mundo deixa de ser por aqui, neste belo país que até é escolhido pela Madonna, segundo consta, para ser numa praia qualquer, espera-se). More to come sobre isso, que eu já estou aos saltinhos com a ideia de descansar. Daqui a 2 meses, mas who cares?!

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Só um aparte. Elas são lindas. E queridas. E maravilhosas. O resto? O resto também, mas vai passar, so they say.